15 fatos que você precisa saber sobre coaching para turbinar a carreira

01/09/2015 | Patricia Santos

Todo artista da beleza e empresário da área certamente já pensou em atingir metas, incrementar os resultados da sua empresa, conhecer profundamente sua clientela… O que pouca gente sabe é que a maneira de alcançar todos esses propósitos pode estar dentro de cada um. De acordo com Carolina Luize, coach de vida e carreira certificada pelo IBC (Instituto Brasileiro de Coaching), o coaching potencializa o alcance de resultados no âmbito pessoal e profissional. “É um processo de empoderamento, capaz de fazer a pessoa entender que ela tem os recursos para vencer”, explica a especialista. Ele é realizado entre o coach e o coachee. Em cerca de dez encontros, utiliza-se uma série de ferramentas e técnicas que levam ao autoconhecimento e têm por finalidade ajudar o indivíduo a estabelecer objetivos e conquistá-los. “O coachee passa a se conhecer muito mais, saber quais seus pontos fracos e fortes”, enfatiza a coach Márcia Tardelli. 

Segundo Fernando Rosa, master coach trainner do IBC, a consultoria é voltada para qualquer momento da vida. “Há quem pense que ela só deve ser realizada em épocas difíceis, mas não é assim. Atendo grandes executivos, que estão em um excelente nível na carreira e que, mesmo assim, procuram o coaching a fim de chegar com rapidez ao seu escopo”, esclarece o expert. Técnica e gerente-geral de vendas da Catharine Hill, Paula Silveira viu no treinamento uma forma de entender melhor os anseios das pessoas em relação à beleza: “O beauty artist mexe com os outros de uma maneira que nem ele próprio entende. Queria saber mais sobre essa busca pelo se sentir bem, pelo que é bonito”, relata. Quem passa pelo processo se aprofunda na arte de fazer perguntas e de estabelecer conexões com seus interlocutores, habilidade imprescindível no mundo da beauté. Segundo o consultor Gino Prado, as ferramentas aprendidas no coaching permitem conhecer melhor as demais pessoas: “A gente consegue perguntar de uma forma que é possível trazer à tona aquilo que está nas entrelinhas”. 

Ficou curioso(a)? Então confira essas 15 perguntas essenciais sobre o treinamento que pode mudar de vez (e para melhor) o destino da sua carreira! 


1. Qual a diferença entre as palavras coaching, coach e coachee?
Coaching é o processo que leva uma pessoa a atingir a sua meta. Para isso, ela tem ajuda do coach, que atua como um conselheiro e motivador. Ele é o profissional que tem conhecimento para aplicar as ferramentas capazes de fazer o coachee, ou seja, aquele que recebe o treinamento, chegar aos seus objetivos.

2. Em que se baseia o coaching?
De acordo com Carolina Luize, o método reúne um mix de conhecimentos. “Ele se apoia na psicologia positiva e na psicologia moderna, trabalha com a neurolinguística, a neurociência, a inteligência emocional e todas as ciências humanas”, explica a especialista. 

3. Existem diferentes tipos?
Sim. Há coachs que trabalham orientando o coachee em sua vida pessoal e profissional. Outros motivadores escolhem nichos para atuar. Há os que preferem lidar com questões femininas, outros seguem o caminho do executive coaching, por exemplo. 

4. É preciso ter formação universitária para se submeter ao processo?
Não. “Já realizei palestras sobre motivação em fazendas onde os alunos sequer sabiam ler
e escrever”, revela Fernando Rosa, que acrescenta: “Não é necessário grau de escolaridade, mas sim ter sonhos. As pessoas aptas a passar pelo treinamento são as que possuem metas. Por outro lado, aquelas sem objetivos e que não desejam viver uma mudança em suas vidas não estão preparadas para recebê-lo e até chegam a ter certa resistência. Nesse caso, tentamos descobrir o que está por trás disso”.

5. Coaching é terapia?
Não. “O psicoterapeuta é formado em psicologia tradicional e estuda a patologia de doenças como depressão. Ele olha para o passado. Já o coaching atua na psicologia positiva, que é o estudo
do bem-estar e da felicidade, e trabalha o presente com foco no futuro”, ensina Carolina Luize. 

6. E mentoring é o mesmo que coaching?
Também não. Carolina conta que o mentor é uma pessoa capaz de inspirar o caminho de outra. Para isso, ele fala de suas experiências e mostra o que viveu até chegar aos seus objetivos. Já o papel do coach é dar suporte ao indivíduo a fim de que ele desenvolva sua própria trajetória. “Para ajudar um cabeleireiro, eu não preciso saber cortar um cabelo. Mas, juntos, vamos elaborar uma estratégia que permita a esse profissional identificar e potencializar aquilo que ele está disposto a realizar”, finaliza a coach

7. Como é iniciado o treinamento?
O coach começa mapeando a situação atual do coachee por meio de ferramentas como A Roda da Vida, O Teste dos Animais e o Shazam. É a hora de identificar, por exemplo, se o indivíduo tem questões pessoais a atingir. Feito isso, é estabelecido o estado desejado, que pode ser, por exemplo, perder o medo de se expor em público ou mesmo alcançar mais resultados financeiros. “Se o objetivo for em longo prazo, ajudamos a traçar um plano de ação”, diz Carolina Luize. A especialista acrescenta que o treinamento também foca na autoestima: “Ajudamos o coachee a resgatar momentos em que ele se sentiu poderoso. Pode ser o nascimento de um filho, o casamento, a formatura… Por outro lado, também auxiliamos essa pessoa a resignificar aqueles acontecimentos que não foram tão bons”, detalha. 

8. O coaching solta a imaginação de um profissional de beleza?
Na verdade, o processo considera o momento pelo qual o indivíduo está passando e analisa o quanto ele utiliza o lado criativo e o racional do cérebro. Então é traçada uma estratégia de acordo com a necessidade daquele período. “Se o cabeleireiro se tornou dono de um salão recentemente, ele precisa potencializar suas habilidades lógicas, mesmo que terceirize a administração. É o caso de trabalhar um business coaching”, diz Fernando Rosa. O treinamento sempre tem ferramentas que permitem melhorar aquilo que é preciso. “É o que chamamos de luz e sombra. Por exemplo: o coachee é inovador e inventivo, mas não consegue evoluir porque é descontrolado com gastos, não sabe lidar com números… Vamos ver o lado positivo dessa sombra para fazê-lo brilhar”, conclui. 

9. E que efeitos tem sobre um gestor?
A coach Márcia Tardelli, que também atua na área financeira, explica que o treinamento guia o líder da equipe ou empresário por meio de um objetivo a ser alcançado pela empresa. Além disso, quem está no comando passa a conhecer melhor seus pupilos. “O coaching ajuda bastante na motivação do grupo. Paula Silveira, da Catharine Hill, concorda. No papel de técnica e gerente comercial de vendas, ela precisa treinar pessoas: “O processo sempre fala que as respostas estão dentro da gente e despertar isso no nosso time é muito interessante”. 

10. Os ensinamentos do coaching podem fazer o hairstylist ou o maquiador estreitarem laços com sua clientela?
Sim. Fernando Rosa relata que no IBC são trabalhadas três necessidades básicas do ser humano. Elas têm tudo a ver com o relacionamento entre o beauty artist e quem está sentado em sua cadeira. “A primeira diz que cada indivíduo deve ser ouvido em sua essência. Como o cabeleireiro pode utilizá-la? Bem, ele deve escutar mais profundamente sua cliente. A segunda estabelece que todos gostam de ser notados, ou seja, quando ela entra no salão, tem o desejo de ser reconhecida, amada. Cabe ao profissional demonstrar o quanto ela é especial. A terceira é o direito de errar. A pessoa pode se equivocar e é preciso ouvi-la e entender a sua história”, finaliza. 

11. De que outra maneira se encanta a clientela usando o coaching?
Uma das técnicas que o beauty artist pode usar é o rapport, que significa estabelecer uma conexão com o interlocutor por meio do olhar, da linguagem corporal, das palavras que ele usa. O consultor Gino Prado diz que, para criar essa identificação, é preciso replicar alguns gestos da pessoa e adotar certas expressões que ela utiliza ao falar. Segundo Fernando, essa ligação permite chegar ao estado de flow, que é quando se perde a noção do tempo: “Sabe quando a conversa está tão boa que não sentimos as horas passarem? É isso”, exemplifica. 

12. O dono de salão deve investir no coaching para todos os seus funcionários? 
Não é necessário treinar o time inteiro. Até porque quem participa do treinamento acaba levando isso para os colegas. Mas é importante implementar a cultura do coaching dentro da empresa, aplicando-a de cima para baixo. “Deve-se começar pelos gestores, formando líderes coachs. A partir deles, os ensinamentos vão sendo disseminados para os demais níveis. Muitas vezes nos chamam para treinar apenas a equipe. As pessoas, então, mudam seu comportamento e passam a bater de frente com quem está acima e não se submeteu ao processo”, relata Fernando Rosa. 

13. O que é preciso fazer para se tornar um líder coach?
O ideal é fazer um curso de PSC, que significa Professional&Self Coaching. O processo leva oito dias, durante os quais o aluno aprende técnicas e ferramentas que podem ser usadas na sua vida pessoal e também que lhe permitem atuar como coach. Quando um profissional de salão leva isso para seu local de trabalho, torna-se um líder coach, ou seja, alguém que está ali para incentivar e motivar sua equipe. 

14. Todo proprietário de salão deve investir na formação de líder coach?
Não necessariamente. O ideal é optar pelo coaching aquele profissional que lida diretamente com pessoas e muitas vezes esse não é um papel do dono. É legal, por exemplo, que o gerente receba o treinamento. 

15. E se o beauty artist quiser se capacitar para atuar como líder coach
Paula Silveira acredita que esse investimento é melhor aproveitado pelo profissional que deseja treinar equipes e para aqueles que pretendem lidar com a beleza como um todo. Ela compara o líder coach ao visagista. “Por meio da moda, da maquiagem e do cabelo, o visagismo leva a um entendimento da harmonia pessoal e da imagem que a cliente deseja transmitir. O coaching nos dá um conhecimento profundo do ser humano, a gente consegue fazer uma interpretação completa do outro. Com as ferramentas na mão, descobrimos do que a pessoa necessita e como podemos ajudar. 

Texto: Cristiane Dantas (edição de web: Patricia Santos)
Fotos: Shutterstock

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