7 fatos sobre o novo alisamento que você precisa conhecer

06/12/2015 | Patricia Santos

O cabelo “lisão”, completamente reto, vem perdendo espaço para uma nova onda antifios chapados. Afinal, as mulheres querem cada vez mais aspecto natural, mesmo recorrendo ao alisamento. Supercacheadas, crespas ou até as onduladas… Basta ficar atento para ver que sua bancada tem recebido um pelotão de clientes dispostas apenas a dar aquela “mexidinha” na estrutura da fibra capilar, diminuir o volume e sumir com o indesejado frizz! “O liso absoluto ficou no passado. Existe uma nova tendência e ela aponta para o natural”, confirma o cabeleireiro Thonny Rodrigues, do salão Jacques Janine, unidade Itaim Bibi, em São Paulo.

1- A nova clientela
novo-alisamento1Segundo Thonny, as mulheres que aderem a essa moda têm cabelos rebeldes e volumosos. “Geralmente, elas são donas de texturas ásperas e grossas”, diz. Existem, ainda, aquelas que buscam a praticidade para não ter de escovar as madeixas no dia a dia. Além desses dois tipos, há, também, um terceiro perfil: as ex-alisadas que querem parar com a química permanente e vivem um processo de transição.

2-Técnica suave

novo-alisamento2A mais indicada é o alisamento light, ou seja, as escovas semipermanentes (sem formol, é claro). E, para nossa sorte, o mercado está repleto de opções do que Thonny chama de “técnicas de disciplina”. Segundo o hairstylist, a temporária não é agressiva e age mais como um tratamento, o que atrai clientes preocupadas com a saúde da cabeleira. “A progressiva com produtos à base de aminoácidos reduz o volume de madeixas rebeldes, transformando os ondulados em lisos naturais por cerca de três meses”, explica. A cabeleireira Adriana Damasceno, do salão Gilberto Cabeleireiros (SP), diz que sua clientela quer fios sedosos e brilhantes. “Eu gosto muito de usar o alisamento light livre de formol, pois tenho um resultado sem frizz e, dependendo de como é feita a manutenção, pode ser usado nos tintos com reflexo”, afirma.

3-Loiras no pedaço
novo-alisamento4Sim. Segundo Adriana, as blondies também estão aptas a aderir a essa tendência. “Todavia, é preciso fazer uma avaliação para ver o estado dos fios”, recomenda. Se estiverem muito porosos, vale a pena tentar, primeiro, recuperá-los com tratamentos de reconstrução e hidratação. Especializada em loiras, a hairstylist Aparecida Alvarenga, do Platinum Visage, em Nova Lima (MG), afirma que a escova semipermanente pode, também, fazer esse papel de recuperação. “Além do alisamento, hidrata profundamente e repõe a proteína do cabelo.”

 

4-Passo a passo

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Aplicar a escova semipermanente sem parcimônia não garante que as ondulações da cliente resistam até o fim do processo. O resultado final do nível de textura dependerá de como será realizado o trabalho do profissional. “O grau está ligado à quantidade de produto trabalhado e à finalização do procedimento”, ensina Aparecida. Segundo a cabeleireira, o passo final com prancha deixa um resultado reto, portanto deve ser evitada. “Para ganhar o efeito natural, faça uma boa escova”, diz. Já a porção e o tempo de ação são bastante relativos, pois há cabelos mais fáceis de trabalhar que aceitam a química de bate-pronto. “Entretanto, existem aqueles que não absorvem facilmente, o que requer mais paciência”, afirma. E continua: “Tudo vai depender da textura do fio: quanto mais grosso, mais resistente ele é”. Outra opção é aplicar a substância somente próximo à raiz e no comprimento, preservando as pontas e, assim, mantendo um balanço da moda. Dica: é mais fácil descobrir a textura da cabeleira após a lavagem. Assim, não haverá nenhum produto para atrapalhar o reconhecimento total.

5-Menos agressivo

novo-alisamento5Como a quantidade do item depositada na cabeleira e o grau de temperatura são menores, há redução na oxidação da fibra capilar se comparado com os processos em que se busca o cabelo chapado. “Na finalização, a escova é feita na cabeleira limpa e já alisada, o que evita o ressecamento e a falta de brilho”, explica Adriana Damasceno.

 

 

 

6-Definitiva, sim!

novo-alisamento6Segundo Thonny, essa técnica é indicada principalmente para os fios mais resistentes, como o afro. “A dica é usar tioglicolato de amônio para modificar a estrutura da fibra capilar, deixando as madeixas alinhadas e disciplinadas”. Aqui, o segredo é aplicar menos produto e deixar agir por menos tempo. Existem, também, novas linhas que associam o tioglicolato com substâncias hidratantes, como o semi di lino e o óleo de argan, para dar às cabeleiras alisadas o aspecto natural da moda!

 

7-Lucre com a novidade

novo-alisamento7Como todo processo químico, é necessário que se faça a manutenção no salão, o que já é uma vantagem para o profissional. Para Adriana, a cliente que adota essa tendência volta em menos tempo ao estabelecimento. “Ela quer valorizar o visual, portanto, investe em cuidados de hidratação e recuperação e também quer manter o corte em dia”, diz.