Conheça Bruno Cândido, dono do corte cacheado da modelo Ari Westphal

18/07/2016 | Patricia Santos

Dois centímetros que se transformaram em 12 e fizeram a modelo capixaba Ari Westphal se desesperar com o corte errado. Até que o beauty artist Bruno Cândido, de Belo Horizonte, acertou os caracóis da bela, o que impulsionou sua carreira. Natural de João Monlevade, mas criado na capital mineira, Bruno Cândido está na área da beleza há 15 anos. Acompanhe a entrevista abaixo e saiba mais sobre criador e criatura – o curto da top!

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Fale sobre o início da sua trajetória.
Comecei dando assistência para o maquiador Ronnie Peterson e a cabeleireira Dagmar Delavi, que me deram a base para atuar na área. Depois, como assistente de Robert Estevão, participei da minha primeira Fashion Week e aprendi muito sobre cabelos e penteados de moda. Entre meus mestres também está o Saulo Fonseca.

Cabelo ou maquiagem?
Trabalho com os dois, dividindo a minha semana. Um completa o outro, por isso a necessidade de manter o equilíbrio entre eles.

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Como se destacar na carreira?
Paciência, determinação e humildade são as palavras-chave. Você deve fazer a modelo sentir-se bonita, mesmo quando a beleza é peculiar; o fotógrafo precisa sentir-se inspirado e, além de tudo, o cliente tem de ficar satisfeito. É importante saber trabalhar em equipe. Eu não aprendi sozinho, mas observando atentamente todos os profissionais.

Você já era cabeleireiro da Ari?
Eu a conhecia desde o início de sua carreira. O que me impressionava nela era seu olhar felino, e sempre sugeria que ela usasse o rosto mais “limpo”. Até que ela fez o corte chanel e, para mantê-lo em dia, começou a variar de profissionais. Em uma dessas experiências, o cabeleireiro errou a mão. Daí ela me procurou para acertar o cabelo.

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E como foi esse corte de sucesso?
A ideia era um look basicamente masculino, de nuca batida e topete maior. Foi cortado gradual e repicado, ela ainda estava com progressiva. Exige manutenção mensal, porque a nuca deve estar sempre bem-feita para conferir elegância, e um finalizador conforme a textura (recomendo Bed Head, Sebastian ou Wella). Mas além da técnica, o corte é resultado do que acredito. Ao terminar, oramos para que aquele visual fosse ferramenta de crescimento profissional para Ari e que a levasse aos melhores lugares! Meu trabalho é reflexo da minha vivência, dos livros, dos filmes, da observação da natureza, dos animais que me inspiram e, é claro, da minha fé.

 

Texto: Annamaria Aglio (Edição de web: Patricia Santos)
Fotos: Mariana Rodrigues (divulgaçãoo Bruno Cândido) e reprodução Instagram