Entrevista exclusiva com Ana Paula Passarelli, do site Plano Feminino

27/05/2015 | Patricia Santos

A empresária Ana Paula Passarelli é formada em Moda e especialista em Marketing Digital. Há cinco anos ela e Viviane Duarte são sócias do Plano Feminino, site que traz conteúdo voltado para a mulher moderna e real, livre de estereótipos.
Nessa entrevista exclusiva, Passarelli fala de sua relação com o mundo da beleza, da importância de abordar temas relevantes para a suas seguidoras e, claro, da influência da sua mãe, uma empreendedora nata. Confira!

Cabelos&cia: Como foi seu primeiro contato com o mundo da beleza?
Ana Paula Passarelli: Depois de completar seus 40 anos, minha mãe decidiu que havia chegado o momento de ter seu próprio negócio. Ela fez um curso de cabeleireira e abriu um salão em sociedade com uma amiga. Naquela época eu fazia faculdade de Moda, em Maringá (PR), onde a gente morava, mas sempre ajudava minha mãe no salão, fazendo uma unha aqui, lavando um cabelo ali. Ela ficou no negócio por cinco anos, mudou de área, mas ainda atende as amigas em casa.

Como a iniciativa da sua mãe te influenciou?
Perceber nela aquela vontade constante de empreender sempre me inspirou, e inspira até hoje. Ela é um exemplo para mim, pois conquistou tudo com seu próprio trabalho, sua casa, seu carro, conseguiu criar seus dois filhos. Esse é o maior exemplo que se pode ter dentro de casa.

Qual a maior lição que você aprendeu com ela?
Com certeza a saber liderar sem esquecer do lado humano. Não adianta você simplesmente ter um cargo se não sabe lidar com as pessoas. Minha mãe era uma gerente e tanto, primeiro porque, intuitivamente, sabia administrar seu próprio negócio e segundo porque sempre foi muito querida por todos.

Como você iniciou sua carreira?
Comecei como estilista em uma empresa de moda-gestante. Depois que me formei na faculdade, entrei em um MBA e aí descobri o que realmente queria fazer da minha vida: trabalhar com marketing. Decidi me mudar para São Paulo, saí do Paraná com duas malas e consegui trabalho em uma confecção no Bom Retiro [bairro central da capital paulista, conhecido como pólo de moda popular na cidade]. A partir daí, me especializei em marketing digital.  Trabalhei em grandes empresas que foram verdadeiras escolas para mim até decidir entrar de sócia no Plano Feminino.

Qual o principal objetivo do Plano Feminino?
Quando a Viviane [Duarte, sócia de Passarelli] me convidou para a sociedade, estudamos vários outros veículos e percebemos que poucos sabiam falar diretamente com a mulher que trabalha fora, que precisa estar antenada com mundo real a sua volta. Os temas abordados pela mídia de massa não condiziam com a realidade delas. Queríamos falar de assuntos que fossem além de “como perder 10 kg em um mês” ou “o que vestir no primeiro encontro”. Essa sempre foi nossa maior inquietação. Hoje o site também traz dicas de beleza, mas também traz conteúdo voltado para o empreendedorismo, estilo de vida, carreira, entre outros temas, tudo abordado de uma forma coerente com a realidade da mulher de verdade.

De onde vem o slogan “Toda mulher tem um plano”?
Ao longo dos anos a forma como a mulher consome a informação mudou. Ela precisa lutar para ser reconhecida no mercado de trabalho e inúmeras outras obrigações. Para dar conta de tudo, ela precisa se organizar para transformar suas aspirações em realidade. A ideia é colocá-la como protagonista na sociedade moderna,  já que seu papel é fundamental e, mais do que isso, transformador. Acreditamos que a frase dá poder à mulher, a encoraja. Tanto é que recebemos sempre histórias de mulheres que se superaram, que foram em frente acreditando em si mesmas.

Imagem da home do site Plano Feminino
O país está passando por uma crise. De que forma você acha que a mulher pode enfrentar esse momento tão delicado?
Acredito muito naquela máxima de que o copo está sempre cheio, de água e de ar! Digo isso porque se a gente vê a vida de uma forma positiva, tem mais chance de ser menos afetado em situações delicadas. Em uma crise, a gente tem a opção de enxergar lá na frente uma nova forma de negócio, por exemplo. O brasileiro é muito mais criativo em momentos de crise, por isso é importante ter planos, para sair na frente e se destacar.

De que forma você acha que o profissional da beleza pode ajudar a mulher nesse cenário?
O profissional tem um papel fundamental na vida da mulher. Mas não só no sentido de realizar os serviços prestados em um salão de beleza. Ele tem que ajudá-la a descobrir sua própria beleza valorizando o que ela tem de melhor, do jeito que for melhor para ela. É uma tendência cada vez mais comum na indústria de beleza. Isso é bom porque ajuda a mulher a ter muito mais confiança em si, dá muito mais força para que ela realize seus objetivos. Em contrapartida, o profissional ganha sua confiança e fidelidade.

Durante a entrevista, Ana Paula cita as campanhas da Dove, como essa no vídeo a seguir, em que as mulheres, colocadas entre duas portas – “bonita” e “comum” – paravam para refletir sobre sua própria beleza. Vale a pena conferir:

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