Pesquisa revela que 60% das meninas cacheadas não gostam de seus cabelos

06/02/2017 | Camila Miranda

Estudo da marca Dove mostra que no Brasil, mais da metade das meninas cacheadas entre 5 e 6 anos acreditam que seriam mais felizes se tivessem cabelos lisos

Dove-Ame-Seus-Cachos-7

Durante o estudo, a marca Dove ouviu mais de 850 mulheres do Brasil, Estados Unidos e Reino Unido para entender a relação que elas têm com seus cachos. A pesquisa foi feita com 3 grupos etários diferentes: meninas de 5 e 6 anos, adolescentes de 13 e 14 anos e mulheres entre 35 e 50 anos.

No Brasil, as adolescentes brasileiras mantêm uma melhor relação com seus cachos, sendo o grupo etário e por região que mais ama seus cabelos naturais. Quando pequenas, apenas 42% das brasileiras ama ou gosta de seus cachos, índice muito menor do que nos Estados Unidos (75%) e Reino Unido (78%). Entre 13 e 14 anos, 82% das cacheadas no Brasil afirma amar seus cabelos, enquanto que no Reino Unido este índice cai para 51% e nos EUA para 48%. A valorização dos cachos por este grupo pode ser visto no crescente número de jovens que usam os cabelos naturais (58%), muitas fazendo ou que já passaram pela transição capilar, um processo de retomada dos fios naturalmente cacheados ou crespos após alisamentos químicos.

Dove-Ame-Seus-Cachos-3

Entre as mulheres adultas, o índice de insatisfação com os cachos cresce e resulta em apenas 45% das brasileiras felizes com os cachos, 40% das americanas e 31% das britânicas. A maioria das jovens brasileiras afirmou não ter vontade de mudar o cabelo cacheado: 63% preferem os cachos, contra 51% das americanas e 39% das britânicas. No entanto, as mulheres adultas no Brasil são as mais insatisfeitas: 69% gostaria de mudar os fios, à frente das americanas (67%) e britânicas (55%).

Nós, da redação da Cabelos&cia, ficamos abaladas com o resultado da pesquisa realizada pela marca Dove, porque além de levantarmos a bandeira de que o cabelo crespo é lindo, acreditamos que é importantíssimo quebrar padrões e mostrar o seu poder através das madeixas. Além de trazermos capas com mulheres poderosas e que driblaram o preconceito por serem crespas como Raissa Santana e Sheron Menezzes, também temos uma equipe com algumas cacheadas que se libertaram desse ciclo, e hoje, são empoderadas e realizadas com a aparência. Então, vamos dar um basta a todos os padrões impostos pela sociedade e parar de recorrer ao alisamento como forma de adequação social. A falta de confiança na aparência durante a infância pode ter efeitos terríveis na vida adulta, afetando a mulher nas mais diversas áreas, assim como a valorização de sua beleza pode transformá-la completamente. Por isso é importante dizermos SIM ao cabelo crespo e quebrarmos o preconceito em nós mesmas. Só assim você dará o exemplo para outras meninas/mulheres e mostrará o seu real poder.

O vídeo da campanha faz a gente refletir muito sobre o assunto. Vale a pena assistir:

 

Fotos- Divulgação