Ring light: conheça o equipamento que se tornou febre nos salões

27/11/2018 | Redação

O ring light facilita o trabalho de maquiadores e cabeleireiros e entrega o resultado final da produção

Quem trabalha no universo da beleza já se deparou com ele: em diversos modelos, tamanhos e tecnologias. Sem falar na produção de conteúdo de influenciadores no YouTube e Instagram, principalmente pelo desejado efeito catch light redondo na íris dos olhos.

Estamos falando do ring light – ou anel de luz, em tradução literal. Considerado uma evolução da clássica luz de camarim, seu formato circular em diferentes diâmetros oferece um grande volume de luminosidade em 360º, o que não causa o efeito sombra. Com isso, todos os pontos da imagem são preenchidos com luz e é possível ver com clareza os detalhes e as cores, seja em um trabalho de coloração ou de maquiagem.

Raio-X do ring light

Normalmente, os acessórios disponíveis no mercado trabalham com temperaturas que vão de 3.200K a 6.500K. Segundo o fotógrafo Gustavo Morita, quanto menor a numeração, mais quente é a iluminação, semelhante à luz do sol. “Ela aquece os tons e dá mais destaque ao amarelo e dourado.”

Já as numerações mais altas representam a iluminação fria, ideal para destacar os tons acinzentados. O controle de temperaturas, e até mesmo a combinação de quente e fria, permite compensar a iluminação ambiente do salão, normalmente mais puxada para o branco.

À procura da luz perfeita

Tanto para cabeleireiros quanto para maquiadores, o ring light tem se tornado indispensável durante a execução do trabalho. “Maquiagem está muito associada a uma boa iluminação. Ela faz com que o profissional visualize exatamente o que está fazendo, tanto a cor quanto a textura”, aponta Wagnê Carvalho, maquiador do Marcos Proença Cabeleireiros (SP).

O mesmo se aplica ao cabelo. É comum a iluminação dos salões ser voltada apenas à decoração do ambiente, o que muitas vezes não evidencia de forma real o trabalho de cor feito nos fios. “Com uma boa iluminação, consigo mostrar claramente o que desenvolvi. A luz ambiente pode criar sombra em alguns pontos e atrapalhar a entrega”, conta Arthur Colonno, cabeleireiro do Square Hair & Care e sócio da Create Ring Light.

Outro ponto é que, na era das selfies e das redes sociais, o acessório favorece muito as postagens do salão ou do profissional. “Atualmente, as mídias sociais são a maior ferramenta de marketing para profissionais de beleza. O ring light traz uma qualidade de foto incrível, poupa tempo e dinheiro para quem não pode pagar um fotógrafo. Hoje em dia, é comum as pessoas terem um bom celular, com isso, é só criar o conteúdo”, explica Gustavo Colonno, barbeiro do E5túdio Becca e sócio da Create Ring Light.

Como escolher o seu

Atualmente, o mercado trabalha com três modelos de ring light: LED, lâmpadas e o portátil para celular. Segundo Gustavo Morita, a primeira opção é melhor, por entregar uma iluminação contínua e de temperatura controlável por meio de dimmer, além de consumir menos energia e ser mais potente. “A versão com lâmpadas é mais em conta, porém não permite regular a temperatura desejada, as luzes não são tão potentes e é preciso estar bem próximo a elas para obter o resultado de luz desejado.”

Já o acessório para celular, disponível em formato de clipe para fixar na frente da câmera dos smartphones, não faz o mesmo efeito de um ring light padrão. “Por ser menor, ele é uma opção para produções mais caseiras, já que as lâmpadas têm pouca potência”, diferencia.

Outro ponto de atenção é a temperatura, como conta a cabeleireira Alessandra Carvalho, do Marcos Proença Cabeleireiros (SP). “É interessante ter variação de temperatura no mesmo acessório. Tem profissional que gosta da luz quente porque entrega mais os tons dourados, já outros preferem a fria, que realça os platinados. Além disso, é possível fazer um mix com as duas temperaturas.”

Alguns modelos do mercado permitem também o controle da intensidade da luz. Isso é muito importante para equilibrar o nível de luminosidade já existente no ambiente para que o efeito não fique escuro nem estourado.

Para completar, Alessandra Carvalho cita dois pontos importantes na hora da escolha: que o ring light seja bivolt e que tenha mais de uma fonte de energia. “As versões com alimentação via bateria portátil e cabo para ligar na tomada são as melhores para não ficar dependendo de apenas uma das duas.”

Texto: Monique Abrantes

Fotos: Shutterstock e Divulgação