Sebrae: a importância do salão como um espaço múltiplo

16/03/2016 | Patricia Santos

Já faz algum tempo que muitos salões de beleza perceberam a oportunidade de ir além de seus negócios principais. Na prática, isso significou a expansão das atividades de cabelo, unha, barbearia e estética para a inclusão da comercialização de produtos de beleza, roupas e acessórios, dos estúdios de fotografia e tatuagem e mesmo da realização de festas ou eventos com contornos de cultura, celebração ou promoção.

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Transforme o salão em um espaço múltiplo

Essa expansão dos novos negócios aconteceu tanto pela percepção da oportunidade por parte dos empreendedores quanto pela mudança no perfil dos consumidores, que estão buscando mais do que os serviços tradicionais de beleza. Importante é observar que esse potencial de agregação de lucros está altamente conectado a criatividade e ao potencial inovador do empresário e de sua equipe.

Ao transformar o salão em um espaço múltiplo, abrem-se novas portas de engajamento dos clientes em outros serviços e produtos. Aquele cantinho do salão que é pouco usado pode se transformar no bom e velho brechó repaginado ou, ganhando uma pequena reforma, um pequeno estúdio de fotografia para confecção de imagens depois dos serviços de cabelo e maquiagem. No atual cenário adverso, é tempo de aproveitar todas as oportunidades e isso implica em criar uma visão ampliada do negócio.

ENTREVISTA: Boas ideias em três perguntas
Roani Vieira é proprietário do Llolla Lab & Peluquero, espaço que une moda e beleza, em Brasília (DF). Ao lado do sócio, o maquiador Felipe Schuman, o empreendedor colocou em prática a criação de área que propusesse uma experiência completa para os consumidores. Acompanhe na entrevista boas ideias para a expansão das oportunidades em seu negócio.

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O Llolla Lab & Peluquero, em Brasília (DF), é um espaço que une moda e beleza

O que vocês levaram em consideração na criação do Llolla Lab & Peluquero? Que inovações e conceitos inseriram no negócio?
Nosso objetivo foi criar um quartel general de moda, que unisse brechó, beleza e um espaço de convivência. A ideia era descaracterizar o tradicional e criar um espaço múltiplo. Hoje, temos quatro anos de atuação e um público misto composto, principalmente, por aqueles que apoiam o mercado colaborativo e a sustentabilidade. Inserir o salão neste conceito de QG de moda foi um processo de pensar a prestação de serviços, pois a cliente vem e saí do negócio maquiada, com o look pronto e após ter tomado um drink.

Mais do que oportunidade de incremento das atividades do salão, o que esse novo modelo representa na visão dos consumidores?
Nós buscamos criar o conceito de um espaço colaborativo e também desconstruir o clima de salão de beleza ao fazer a proposta de uma área mais artística em que moda, beleza e convivência vêm um dentro do outro. Essa característica faz, por exemplo, com que o cliente do brechó veja o salão e faça um corte. Da mesma maneira, um cliente que está fazendo uma coloração visita o brechó e compra um brinco ou uns óculos, o que aumenta o ticket-médio. O consumidor entende que aqui tem de tudo, além de reforçar a cultura da economia colaborativa que já existe em outros países.

Qual é a dica para os empresários de beleza que querem expandir seus empreendimentos?
No mundo dos negócios atual, temos consumidores mais conscientes e informados, que sabem o que querem e buscam dados sobre a procedência do que estão adquirindo, além de quererem espaços complementares de moda e beleza. Então, os empreendedores devem estar atentos às oportunidades destes consumidores, que querem comprar qualidade e não quantidade e que desejam um atendimento exclusivo.

PARA SABER MAIS:

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Inovar é a missão
Estar atento para aproveitar as oportunidades do mercado, passa por criar uma cultura de inovação no negócio. O Sebrae desenvolveu um curso gratuito em formato de ensino à distância com 15 horas de duração para apoiar empresários neste desafio. Se você se interessou, faça já sua inscrição AQUI! 

Segundo uso, segunda vida
Os antigos brechós foram repaginados para quiosques conhecidos como ‘second-hand’, na tradução ‘de segunda mão’, e estão surgindo em vários empreendimentos de beleza como uma oportunidade de expansão dos lucros. Fique de olho nas dicas desenvolvidas pelo Sebrae sobre esse negócio AQUI!